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O blog da Clarté

23 mar

S. B.

Tive vaginismo por toda a minha vida, porém desconhecia essa disfunção. Percebia que havia algo errado comigo, pois nunca consegui ter nenhum tipo de penetração. Ficava extremamente ansiosa com essa possibilidade, com muito medo de sentir dor. Por circunstâncias da vida, não procurei entender o que ocorria e, assim, o meu quadro foi se estendendo. Aos 32 anos, após a morte da minha mãe, me confrontei com todos os medos que buscava ocultar. Resolvi, desse modo, pesquisar na internet e descobri o que era o vaginismo.

Senti um imenso alívio, pois finalmente havia compreendido o que tinha. Contudo, naquela época, não estava em condições psicológicas de buscar tratamento, sendo assim, adiei mais um pouco. Até os 35 anos precisamente. Foi então que comecei a namorar e logo tudo ficou muito sério: fomos morar juntos. Decidi que esse era o momento de procurar ajuda, afinal de contas, queria construir uma família. Assim, Deus colocou no meu caminho um anjo, chamado Marina, que me guiou nesse difícil processo, porém extremamente gratificante. No começo do tratamento, o medo e a angústia se faziam presentes, mas nada que um olhar confortante e uma palavra de incentivo não acalmasse. Eu estava determinada a obter a minha cura, então seguia com bastante disciplina todas as orientações recebidas. Essa parceria deu resultado! Após 4 meses, pude celebrar esse momento. Hoje estou curada do vaginismo e já percebo esse impacto na minha vida, principalmente no que diz respeito a minha auto-imagem. Eu não me sentia mulher e somente acumulava frustrações. Agora, me vejo como uma mulher por completo, capaz de viver uma vida realmente plena e ser feliz! =)”